A transição do sistema tributário brasileiro para o modelo de IVA (CBS, IBS e Imposto Seletivo) já afeta preço, margem, contratos e sistemas — não apenas a alíquota que você paga.
Em 2033, essa composição se inverte totalmente — role até a linha do tempo abaixo para ver a transição ano a ano.
"Quanto vou pagar de imposto agora?"
"Como a Reforma vai afetar o resultado da minha empresa?"
Duas empresas do mesmo segmento podem ter resultados diferentes conforme regime, faturamento, margem e fornecedores.
O ponto central deixa de ser a alíquota e passa a ser o crédito tributário ao longo da cadeia.
Por isso não existe uma resposta pronta — existe análise individualizada.
A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 criam a estrutura do novo modelo, baseado no IVA — imposto cobrado ao longo da cadeia, com aproveitamento de créditos.
Tributo federal. Passa a ser cobrado ao longo da cadeia produtiva, com direito a crédito nas etapas seguintes.
substitui PIS + COFINSCompetência compartilhada entre Estados e Municípios. Unifica a lógica de crédito hoje fragmentada entre 27 legislações estaduais e milhares de municipais.
substitui ICMS + ISSTributo federal específico para bens e serviços com impacto à saúde ou ao meio ambiente, definidos em legislação própria.
tributo novo, sem substituição diretaRepresentação ilustrativa de como a base tributária migra do modelo atual (PIS, COFINS, ICMS, ISS) para o novo modelo (CBS, IBS e Imposto Seletivo) — os números não são alíquotas efetivas, mas proporção da transição legal prevista.
Fontes: EC 132/2023, LC 214/2025 e cronograma oficial de implementação divulgado pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS. Representação simplificada, sem valor de aferição fiscal.
Comércio, indústria e serviços sentem a Reforma de formas diferentes. Veja os pontos de atenção específicos do seu setor.
Comece pelos produtos que representam a maior parte do faturamento — é onde o impacto financeiro tende a ser maior.
"Não basta saber o preço de compra — é preciso entender o custo tributário efetivo da operação."Empresas de serviço costumam ter menos créditos a recuperar do que o comércio — a composição do preço de venda merece revisão específica.
Simule sua atividade no simulador abaixo →Reavalie sua base de fornecedores considerando preço, crédito, logística e prazo em conjunto — não isoladamente.
A Reforma pode transformar a forma de negociar com fornecedores.Revise os contratos relevantes com antecedência, antes que a mudança de estrutura tributária vire um imprevisto no fluxo de caixa.
Contratos revisados agora evitam disputas depois.Cliente paga por Pix, cartão ou boleto
O arranjo de pagamento identifica automaticamente o IBS e a CBS devidos na operação
O valor do imposto segue direto para os cofres públicos — antes de cair na conta da empresa
A empresa recebe apenas o valor líquido, já sem o tributo
Empresas que hoje usam o "dinheiro do imposto" como capital de giro temporário — mesmo sem essa intenção — vão sentir esse efeito no dia a dia. O planejamento financeiro precisa passar a considerar receita já líquida de tributo desde a entrada, e não mais como uma provisão a pagar depois.
Quanto antes o fluxo de caixa for revisado, menor o impacto na hora da virada.Esperar 2033 para começar a se preparar
Olhar apenas para a alíquota
Ignorar os créditos tributários
Manter preços sem fazer simulações
Não revisar contratos
Deixar o sistema fiscal para a última hora
Trocar de regime sem fazer as contas
Marque o que já foi feito. O resultado é calculado automaticamente e mostra em quais pontos vale priorizar esforço agora.
Marque os itens ao lado para calcular o nível de maturidade da sua empresa diante da Reforma.
Nenhum item marcado ainda.
Selecione o setor mais próximo da sua atividade (equivalente ao seu CNAE principal), informe o regime e o faturamento, e veja uma comparação entre MEI, Simples Nacional e Lucro Presumido — além de um comparativo direto de como é hoje e como fica a carga tributária pós-reforma (2033), já considerando a alíquota de referência estimada pela Receita Federal e as reduções setoriais previstas em lei.
Usada no cálculo do Fator R (Anexo III x V)
Alíquota municipal (ISS) ou estadual (ICMS) da sua operação
Usado no cálculo do DAS-MEI — confirme o valor atualizado
Estimativa de mercado ~26,5% a 27,91% (CBS + IBS), ainda pendente de fixação pelo Senado — acompanhe a definição oficial. Edite se surgir um número mais atual.
No modelo atual do IVA, o imposto pago nas compras vira crédito e abate do imposto devido nas vendas. Preencha para simular o valor líquido, não só o bruto.
Nem toda compra gera crédito integral — fornecedores do Simples Nacional, informais ou de itens sem direito a crédito reduzem esse percentual. 100% assume que todos os fornecedores destacam o imposto integralmente.
Preencha o setor e o faturamento ao lado e clique em calcular para ver a alíquota efetiva estimada e a comparação entre regimes.
Alíquota efetiva estimada
Regime atual selecionado
CBS + IBS já líquidos de crédito
Cálculo do método de créditos: débito sobre a venda menos crédito das compras informadas, ambos na mesma alíquota de referência (com a redução setorial aplicada). É uma simplificação — a apuração real considera cada operação, CST e cClassTrib.
Estimativa educativa com base nas tabelas vigentes do Simples Nacional (LC 123) e nas presunções de lucro do Lucro Presumido, considerando PIS/COFINS, IRPJ e CSLL. Em 2026, incide adicionalmente o teste de CBS (0,9%) e IBS (0,1%), compensável com os tributos atuais. A coluna "pós-reforma" usa a alíquota de referência informada, as reduções setoriais previstas na LC 214/2025 (60% para saúde/educação, 30% para profissões regulamentadas, entre outras) e desconta o crédito estimado sobre as compras informadas — sem simular operação a operação, CST ou cClassTrib. Não substitui uma análise individualizada da sua empresa nem considera benefícios fiscais, sublimites ou legislação municipal específica.
Reforma Tributária não se resolve com achismo. Começamos entendendo a sua empresa antes de qualquer simulação.
Atividade, faturamento, clientes e operações da sua empresa.
Regime, tributos incidentes e principais operações realizadas.
Avaliação dos possíveis impactos financeiros da transição.
Preço, margem, fornecedores e estrutura da operação.
O que a sua empresa precisa fazer agora — em ordem de impacto.